Semanas de Linux no iMac G3: Ubuntu, wireless, ralink, wifi, tp-link /etc

Como tudo começou
Tenho um imac G3 DV special edition comprado em 2000. Com esta máquina aprendi a editar videos, descobri o itunes, ipod e a facilidade de uso dos produtos da Apple. No ano retrasado ocorreu uma tempestade e um raio atingiu o terreno próximo a minha casa. Este evento danificou meu modem ADSL 3COM, placa de rede, fonte e motherboard do meu PC. No imac ficaram danificadas as portas firewire e ethernet, ou seja, fiquei sem a possibilidade de editar videos e acessar a internet. Para quem não sabe, o imac não é um mero computador. Muitos proprietários desta máquina o tratam com um certo carinho, como um produto especial que merece uma flanela para deixá-lo brilhando. Esta é a magia do design que gera produtos cuja beleza geram sonhos de consumo. O imac se transformou num enfeite e também como video game para as minhas filhas. Não tivemos coragem de vender esta peça rara do design. Minha filha de 8 anos bateu o pé que não queria que eu me desfizesse do imac por ele ser um computador bonitinho.

E assim ele ficou encostado por algum tempo. Não me lembro exatamente porque mas encontrei na internet algo como “instalando linux num velho imac” e ai começou uma guerra longa… Comecei então a imaginar a possibilidade de dar vida nova ao imac. Instalando o linux eu teria um sistema operacional atualizado e a possibilidade concreta de voltar a acessar a internet. O acesso a internet, imaginei, se daria através de um adaptador wireless na usb. Perfeito, era só começar! O primeiro ponto foi descobrir qual seria a melhor versao de linux para um imac G3. Primeiro conceito novo aprendido: as distros ou distribuições. Como o linux é uma colcha de retalhos de software criada por voluntários no mundo inteiro, existem empresas, organizações que se responsabilizam por juntar um pacote e disponibilizar as versões. Eu já havia ouvido falar do Red Hat, Conectiva e outas distribuições. Com a pesquisa no google descobri muitas outras como o Ubuntu, Xubuntu, Kubuntu, Yellowdog, etc. Me entusiasmei com os comentários sobre o Ubuntu/Xubuntu e parti para o download.

Problema 1: black screen na instalação do Ubuntu no powerpc

Coloquei o CD da versao 6.10 do Ubuntu no imac. Pressionei a tecla C ao ligar o computador e incrivelmente começou a instalar o Ubuntu. Que maravilha, pensei, funciona! Apareceu o logo do Ubuntu que demonstra bem o espírito open source. Percebia que os arquivos estavam sendo copiados e o progresso através da barra de status. De repente a tela se apagou e não percebi nenhuma reação do imac. Vale lembrar que meus conhecimentos em linux eram praticamente zero. Tinha feito uns cursos sobre Unix e Solaris no passado. Sobre linux não tinha passado por nenhuma experiência prévia de instalação. Por sorte eu tinha um desktop windows ao meu lado e comecei a fazer umas pesquisas na internet. Descobri que o problema da tela escura era comum e a solução era mudar os parametros do sincronismo vertical e horizontal num arquivo de configuração. Os comandos estão listados abaixo (trecho que tirei de um forumO – até decorei de tanto que fiz isto:

trecho abaixo extraído do link: http://ubuntuforums.org/archive/index.php/t-118702.html

After booting is complete (you are at the black screen):
1. ctrl-option-F1 (should give you a command prompt)
2. type: sudo nano /etc/X11/xorg.conf (return)
3. make your edits (see below)
4. ctrl-O (return) to write edited file
5. ctrl-X to exit nano back to command line
6. type: sudo /etc/init.d/kdm restart (return) to restart KDE

At the very least you’ll need to modify “HorizSync” to 60-60 and “VertRefresh” to 75-117. Both are in the monitors section.

Detalhe: consegui entrar em modo terminal, fazer as alterações mas o comando do restart do kdm não funcionou.

Mais pesquisas me levaram aos seguintes comandos, com os quais obtive sucesso:

sudo killall gdm

sudo gdm start

Agora sim, o Ubuntu estava instalado e funcionando. Este sistema operacional tem um mistério que faz os usuários terem uma certa simpatia por ele. Talvez pela questão da África, os batuques que “falam” ubuntu, a mensagem subliminar, etc. Muito legal ter um novo sistema operacional num velho imac. Me senti como se tivesse colocado um motor zerado num carro antigo, o qual estava com a lataria belíssima. Agora era só escolher um adaptador wireless usb e conectá-lo a internet, utilizar o firefox e tudo o que um sistema operacional atualizado e um mundo de aplicativos proporciona. Pelo menos foi isto que pensei…

Problema 2: escolher o adaptador wireless usb

Nas primeiras pesquisas percebi que wireless via usb no linux em geral não seria “plug and play” ou “out of box” como dizem no universo linux. E ai comecei a pesquisar sobre quais adaptadores eu teria mais chances de ter sucesso. A lista era grande e, por outro lado, as marcas disponíveis em Curitiba se reduziam a umas 3 ou 4 nas várias lojas (D-Link, Encore, TP-Link, Tenda, Siemens). Pelo menos foram estas que encontrei. Descobri que o importante não era bem a marca e sim o chipset.

Achei muito interessante o link abaixo:

http://br-linux.org/linux/compatibilidade-linux-adaptador-wireless-externo

E decidi comprar um Encore por acreditar que seria tranquilo. O fato é que o Encore não foi reconhecido no Network Manager. Descobri que este dispositivo utiliza o chipset da Realtek. Fiz umas tentativas e desisti. Sei que podem existir soluções para isto mas lembro que meus conhecimentos em linux eram e são ainda muito poucos. Então queria evitar de entrar em questões de compilar kernel, etc. Eu só queria acessar a internet usando linux num imac através de um adaptador usb. Só isto.

Problema 3: descobrindo os chipsets

Voltei ao “Vale do Silício” de Curitiba que para quem não sabe é nas imediações da Rua 24 de Maio. Voltei na loja Unitek e expliquei meu problema – que era para instalar num imac. O pessoal da loja compreendeu e se dispos a trocar o adaptador por um D-Link ou TP-Link. Solicitei a troca por um TP-Link com chipset Ralink. No D-Link parece que existem alguns chipsets entao eu corria o risco de nao pegar um com o chipset Ralink. Pelo o que entendi a Ralink apoia o mundo open source e disponibiliza drivers para linux. Cheguei em casa com o novo adaptador e nova esperança. Pluguei ele na maquina e dei boot do ubuntu. Subiu tudo e quanto ao wireless … nada. No device manager aparecia o chipset ralink listado, isto tambem ocorreu com o adaptador anterior Encore que mostrava o chipset realtek. Mas no network manager listava apenas a ethernet (danificada) e o modem discado. Mais pesquisas no google me levaram a concluir que eu tinha algumas alternativas:

- instalar o Ubuntu 7.10 pois ele já vinha com o driver Ralink embutido

- compilar e instalar o driver Ralink rt73usb no Ubuntu 6.10

Problema 4: Ubuntu desistiu do PPC?

Optei pelo caminho mais fácil: instalar o Ubuntu 7.10. Entrei no site e não encontrei a versão para powerpc. Pesquisas me apontaram para um site que dizia que a empresa que mantem o Ubuntu não daria mais suporte oficial ao powerpc mas que as versões continuariam sendo disponibilizadas. Mais pesquisas e finalmente encontrei a imagem da versão 7.10 para powerpc. Download, cd queimado e pronto para instalar. Começou a instalar, uma tela branca, algumas linhas de texto e kaput… o imac desligava sem aviso prévio. Baixei então o Xubuntu 7.10 e mesma coisa. A esta altura conclui que pela falta de suporte não valeria a pena eu insistir com esta versão. Então voltei ao caminho mais complicado.

Problema 5: Alarme falso – bateu na trave – quase

Baixei os fontes do drive no site da Ralink, segui as instruções de alguns foruns, aprendi a executar o make e ver tudo compilar, os warnings e tudo de direito. Dei os comandos necesário na tela de terminal e… a hora do teste. Pela primeira vez apareceu no network manager o dispositivo wireless. Consegui configurar o ssid e a senha. Fiquei emocionado e em seguida entrei no firefox para finalmente acessar a internet. Para minha surpresa, o dispositivo foi reconhecido mas a rede wireless nao funcionou. Tentei vários comandos de acordo com as sugestões dos foruns e nada. O fato é que percebi que para fazer isto precisaria de bons conhecimentos em linux, o que eu ainda não tenho. Com a informação que o drive da Ralink poderia estar já embutido em algumas distribuições como o Ubuntu 7.10, dedici investigar outras alternativas. Neste ponto já estava me sentindo num labirinto com a sensação de que passei da saída mas me perdi novamente.

Problema 6: Outras distribuições, alguns gigas, link lento

Li a respeito da distro (olha só já estou incorporando o linuxguajar) Yellowdog, a qual foi desenvolvida especialmente para powerpc. Entrei no site e percebi que a última versão era de quase 4GB – ou seja, praticamente um dvd. Meu link de 500k apontava para umas 16 horas de download. Entrei no site da GVT e percebi que havia uma promoção para links de 1M e 2M e descobri que com o mesmo preço do meu pacote atual poderia migrar para 2M. Não tive dúvida e contratei o upgrade. Pelo menos um ponto positivo nisto tudo: aumentei o link. Descobri também soluções de torrent e de aceleradores de download que até então não havia testado. Como o link seria disponibilizado em 72 horas tive que buscar distribuições mais leves. Encontrei a FreeBSD de iniciei o dowload. Enquanto baixava olhei as características da distribuição e fiquei animado pois citava claramente o suporte ao Ralink. Quem sabe agora?

Problema 7: partições, softwares difíceis de se usar ou mesmo de se compreender

Mãos esfregando, ligando o imac, cd com FreeBSD e agora vamos… Começou a dar o boot pelo CD (mantendo pressionada a tecla C – é claro), tela rolando com carcateres, tudo ia muito bem até entrar no form de particionamento do disco. Achei muito complicado e não entendi o que era para fazer. Até tentei ler mas quando querem complicar… O problema é que eu comecei no mundo Linux com o Ubuntu, o qual é intuitivo e fiquei com uma má impressão do FreeBSD. Como eu estava esperando pelo link de 2M considerei melhor não perder tempo com o FreeBSD e esperar pelo Yellowdog. Mas o FreeBSD deixou suas pegadas no HD…

Problema 8: Voltando a estaca zero, ou melhor, abaixo de zero

Depois de desistir do FreeBSD resolvi dar um boot pelo Ubuntu do HD e este subiu parcialmente com erros. Ao tentar instalar o FreeBSD sem sucesso, o file system do Ubuntu ficou com erros. Decidi reinstalar o Ubuntu e, para minha surpresa, não consegui. Decidi então limpar totalmente o HD e, para isto, tive que reinstalar o MAC OS 9, depois o MAC OS X e a atualização do MAC OS X 10.1. Eu sei, são versões bem antigas mas são as únicas que tenho. Consegui fazer isto após alguns tropeços iniciais. Neste momento eu já estava com o novo link de 2M, uma beleza, rápido mesmo. O download do Yellowdog 5.02 demorou 4 horas. Mais 23 minutos para gravar o DVD, mais alguns para verificar. Enfim, quase 5 horas para gerar o DVD de instalação. Finalmente, imac zerado, MAC OS X reinstalado, reset e boot pelo DVD de instalação. Alguns segundos e … nada… carregou normalmente o MAC OS X. Coloquei o DVD novamente para verificar se aparecia do ícone do DVD no desktop e não apareceu. Coloquei então o DVD no PC com Windows e consegui explorar todos os diretórios sem problemas. Aqui decidi não insistir pois meu raciocínio foi o seguinte: se está lendo no PC deve ser este leitor de DVD do imac (bem usado) que está com problemas. Voltei ao site do Yellowdog e comecei a baixar as imagens individuais dos CDs de instalação (6 ao todo).

Problema 9 – Yellowdog

Algumas horas de instalação, trocas de CDs e finalmente hora do boot. Entrou no modo terminal e não carregou o sistema gráfico. Tive que inicializar manualmente com os mesmos problemas do xorg.conf (frequência horizontal, etc). Com relação ao driver Ralink nem sinal de reconhecimento. Além disto, esta distribuição se mostrou com desempenho lento em minha máquina. Dei início ao downloado do OpenSuse 10.3 e desisti completamente desta opção.

Problema 10 – OpenSuse

O linux OpenSuse me pareceu um bom produto para o imac durante a instalação. O instalador é intuitivo e com informações sobre o produto durante o processo de instalação. Estava muito animado com esta alternativa. A instalação foi concluida com êxito e chegou a hora do boot… O mesmo problema de todas as distribuições ocorreu: necessidade de edição do arquivo xorg.conf para acertar os parâmetros do monitor. A esta altura me pergunto: será que não testam estas versões com iMacs G3? Não consegui acertar totalmente o video embora tenha tido acesso à interface gráfica. O som também não funcionou. O adaptador wireless foi detectado e consegui configurar a rede wireless mas não consegui conectar. Baixei o drive no site da Ralink, descompactei e rodei o make – como havia feito no Ubuntu. Não consegui sucesso pois deu erro no make. Aqui me faltou conhecimentos mais aprofundados de linux. De qualquer forma, mesmo que funcionasse, eu teria ainda que resolver problemas de video e de som. Então, apesar de ter gostado deste produto, decidi deixá-lo de lado.

Problema 11 – uma luz no USB com o Ubuntu 7.04

Decidi instalar uma versão anterior a atual do Ubuntu – a 7.04. Eu já havia tentado instalá-la mais sem sucesso. Dei boot pelo CD e incrivelmente, pela primeira vez, não precisei editar arquivo de configuação xorg.conf. E melhor ainda, pela primeira vez em todo este tempo e em todos estes testes o led do adaptador usb piscou – indicando que foi reconhecido pelo sistema operacional. Fiquei muito animado com esta versão e a instalei no HD. Após o restart, o sistema foi carregado com sucesso pelo HD, o led do adaptador piscou várias vezes. O network manager reconheceu o adaptador e comecei então a configurar a rede, SSID, WEP e coloquei os mesmos parâmetros no access point linksys. Mas não consegui passar deste ponto pois a comunicação efetiva não se estabeleceu. Tentei ping, comandos de terminal, etc. Depois li nos fóruns que dispositivos com chipset Ralink funcionam “out of the box” somente na versão 7.10.

Problema 12 – Ubuntu 7.10 novamente

Talvez eu não tivesse inicializado o HD na primeira tentativa com o 7.10. Isto, eu precisaria testar de novo e ai sim teria o iMac acessando finalmente a internet. Cd do 7.10, boot e o mesmo sintoma anterior – o iMac desligou durante o boot. Testei o Kubuntu e o Xubunto 7.10, os quais apresentaram o mesmo sintoma. Parti então para testar com as versões “alternate” (ao invés da desktop). Esta versão do Ubuntu 7.10 alternate CD, por incrível que pareça, foi instalada com sucesso. No entanto, ao dar o boot pelo HD, o sistema travava ao apresentar a logomarca do Ubuntu. Testei com Kubunto e Xubuntu alternate 7.10 e ocorreu o mesmo problema.

Problema 13 – Retrocesso ao (*)Ubuntu 7.04

Instalei as versões do 7.04 do Kubuntu e Xubuntu e os sintomas foram similares ao Ubuntu 7.04. Neste ponto eu já estava me conformando e pensando em desistir pois conclui que não se tratava de um problema da minha máquina ou de meu pouco conhecimento em linux (a esta altura bem melhor que no início dos testes) . Percebi que wireless no Linux via usb é algo que precisa ser amadurecido. Aqui cabe ressaltar que não fiquei perturbado com este fato. Trata-se de um sistema feito a várias mãos e mentes ao redor do mundo num espírito voluntário e colaborativo. Esta é a mágica do linux – tudo é um quebra cabeças que acaba nos entretendo. Se fosse no windows eu já teria plugado o adapador configurado e tudo isto levaria uns 5 minutos, o que não teria graça e não me forçaria a aprender tudo o que aprendi até aqui.

Problema 14-12/11/2007- Mais uma chance ao Ubuntu 7.10

E se existisse uma correção para o travamento no boot do gutsy… Algumas pesquisas no google e encontrei a solução para isto no link:

https://wiki.ubuntu.com/PowerPCKnownIssues

Instalei então a versão alternate do Ubuntu 7.10. Lembro aqui que a versão desktop causa um crash no boot, desligando o iMac. Instalei completamente a versão e dei o boot pelo HD. Como era de se esperar o boot travou logo no início quando aparece a logo Ubuntu. Ativei o modo terminal e fiquei aguardando conforme orientações presentes no link anterior. Ao disponibilizar o terminal eu digitei o comando “modprobe ide-core”, aguardei o retorno e digitei exit. O boot continuou e carregou o Ubuntu. Fiz o login, apareceu algum problema com gnome, a rede apareceu, consegui configurar o wireless inclusive usando WPA e…

FINALMENTE (DEPOIS DE QUASE 1 MÊS) CONSEGUI ACESSAR O UOL PELO IMAC, COM UBUNTU E WIRELESS!!!

Problema 15 -13/11/2007- ou vocês pensam que o Linux é moleza…

Comecei então a navegar pela WEB e após alguns minutos, menos de 5 :-( , a rede wireless parou de funionar. Desabilitei, habilitei novamente, tirei o adaptador, recoloquei, reconfigurei os parâmetros… enfim fiz o que foi possível mas não consegui reestabelecer a conexão. A única forma de reestabelecimento foi dando um novo boot no imac. Testei e funcionou por apenas alguns minutos. Entrei no modo terminal e percebi que o adaptador estava fazendo uma série de requisições com erro (rt2×00usb_vendor_request …. offset 0×3040 .. with error -110 e outras mensagens correlatas). Consultei nos fóruns e percebi que é um problema que está sendo enfrentado por vários usuários. Aqui a sensação não foi de frustração mas de esperança. Agora eu sabia que realmente era possível e estava separado por alguns bugs de software da solução.

Problema 16 -14/11/2007- Kubuntu 7.10 – a distribuição que mais gostei até o momento

Como já estava expert em instalar o linux decidi instalar as distribuições gutsy Kubuntu e Xubuntu. No Kubuntu 7.10 a rede não funcionou. Confesso que não cheguei a insistir e parti logo para o Xubuntu. O Xubuntu funcionou por pouco tempo da mesma forma que no Ubuntu. Não ocorreram mensagens de erro de interface ou som no Kubuntu e Xubuntu como haviam ocorrido no Ubuntu. A distribuição que mais gostei até o momento é a Kubuntu pela qualidade e elegância da interface gráfica. Talvez existam os defensores do Gnome e do KDE neste mundo linux. A vantagem de eu estar chegando agora é que venho livre de idéias preconcebidas e, portanto, a interface gráfica Kubuntu (KDE) me agradou muito mais que a do Ubuntu. Neste ponto, a alternativa de solução que tenho com a rede funcionando parcialmente e demais funcionalidades ok é com a distribuição Xubuntu. O fato do wireless funcionar apenas por alguns minutos ou segundos fez com que eu congelasse a ideia por um periodo de tempo. E o iMac foi para a geladeira por alguns meses.

Esperanca – 17/04/2008 – Ubuntu 8.04

Alguns meses de geladeira e percebo que uma nova versao do Ubuntu seria lancada em alguns dias e que eu poderia baixar uma versao beta. E foi o que fiz, fiz o download e gravei um CD. E comecaram os problemas: travamento no boot foi o principal. Baixei entao o alternate CD, travou durante o processo de instalacao. Nos dias 18, 19 e 20 baixei as versoes disponiveis em cada um destes dias. Somente na do dia 20 consegui instalar completamente o conteudo do CD. Liguei entao o iMac para dar boot pelo HD. Travou logo no inicio, explico melhor: desligou o micro durante o boot. E aqui entrou minha experiencia adquirida ao longo destes meses com instalacao do Ubuntu no iMac. Lembrei da opcao nosplash video=only. No entanto, nesta nova versao precisava digitar “Linux nosplash video=ofonly” e voila comecou a dar o boot finalmente. Como eu ja falei antes, no Linux nao ha moleza e a interface grafica nao carregou (gnome). Lembrei entao de toda aquela estoria do arquivo xorg.conf, do horizontal sync, vertical refresh, etc… Olhei o conteudo de tal arquivo e surpreendentemente o mesmo nao tinha nada a ver com o iMac. Editei tais parametros na unha e cravei neste arquivo presente nesta versao. Maravilha – entrou o GDM, consegui dar o login, configurei os parametros da rede wireless e a mesma conectou e funcionou de maneira estavel!!!!! Finalmente, depois de varios meses tenho o velho iMac com um sistema operacional novo e acessando a internet. Inclusive este texto estou editando aqui no teclado do iMac. Como perceberam estou sem acentuacao ainda – algo que tentarei resolver na sequencia. Tambem tive alguns problemas com plugins do Firefox – principalmente com flash e para rodar videos do YouTube. Encontrei a solucao nos packages do proprio Ubuntu. Esta nova versao do Ubuntu deixou o iMac um pouco mais lento e entao aumentei a memoria de 384MB para 512MB. Simplesmente substitui um dos pentes de memoria de 128mb para 256mb. Consegui este pente nas sucatas do deposito da empresa. Enfim estou com uma maquina retro novamente na ativa. E acaba aqui meu relato desta ideia que parecia simples e que me obrigou a usar toda a minha persistencia ou teimosia.

2 Respostas para “Semanas de Linux no iMac G3: Ubuntu, wireless, ralink, wifi, tp-link /etc”


  1. 1 Igor Junho 16, 2008 às 4:33 am

    Diga ai Carlos, tudo certo? que odisséia!
    Estou pensando em comprar um imac g3 na mão de um amigo, apenas por causa disso quero comprar, para instalar o ubuntu nele.
    Acha que vale o esforço para botar o ubuntu na maquina, e, se não for pedir demais, caso eu vá fazer isso você pode me dar um auxilio?
    No mais…
    Valeu

  2. 2 cjayme Junho 24, 2008 às 5:35 pm

    Igor,

    Eu entrei neste desafio pois tinha um G3 parado lá em casa. Na versao atual do Ubuntu ficou mais fácil mas mesmo assim tem uns desafios. Que tal comprar um iMac usado mais recente que o G3 (aqueles imacs tipo abajur, por exemplo)? Assim voce estará utilizando uma máquina com melhor desempenho. Uma pergunta ou outra talvez eu consiga lhe ajudar mas não tenho este conhecimento todo de linux… me baseie muito nos foruns. Boa Sorte!!!


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